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Ibêji com Iemanjá e Oxalá regem 2026 para a comunidade Barracão

Por: Pai Alexandre Falasco

Ibêji com Iemanjá e Oxalá regem 2026 para a comunidade Barracão

Ano Regido por Òdù Èjìokò e Òfún: Caminhos de União, Luz e Renovação

O ano de 2026 será marcado por uma configuração espiritual poderosa no oráculo do Merindilogun: os Odù revelados foram Èjìokò (2) em seu segundo caminho, seguido por Òfún (10) em seu terceiro caminho. Esta leitura, feita à luz da tradição do Candomblé Ketu e seguindo interpretações consagradas como as de Agenor Miranda Rocha e José Beniste, aponta para um ciclo de renovação coletiva, alegria comunitária e ética espiritual elevada. Os Orixás regentes que respondem a esse chamado são: Oxalá (Oxalufon), Iemanjá (Yemonja) e Ibêji, formando um trio que promete equilíbrio entre maturidade, cuidado e leveza.

Èjìokò (2º Caminho): Cooperação, Fertilidade e Alegria Compartilhada

No segundo caminho de Èjìokò, observamos o fortalecimento das energias ligadas à sabedoria prática, comunicação clara e união entre pares. Esse Odù está tradicionalmente ligado a Oxóssi, Ogum, Ibêji e Iemanjá, e neste caminho específico, ganham destaque os aspectos fraternos, infantis e maternos.

É um ano em que a força da comunidade reside no laço afetivo entre seus membros, no compartilhar das responsabilidades e no cuidado mútuo. As lideranças espirituais devem estar atentas ao valor da escuta, da escuta ativa e do diálogo como instrumentos de equilíbrio.
Ibêji, regente deste caminho, traz vitalidade e leveza. É hora de incentivar festas, práticas lúdicas, rodas de canto e movimento que envolvam os mais jovens e fortaleçam os mais velhos.

Iemanjá também se manifesta aqui como grande mãe, organizando o convívio e fertilizando projetos afetivos e espirituais. Ela inspira o cuidado com a casa (terreiro), a ancestralidade e os processos de cura profunda.
 

Um olhar necessário sobre o Ibi de Èjìokò (por Murilo Falasco)

"Èjìokò também traz alerta para o lado Ibi, Osogbo (lado negativo que todo odu também possuí): a dualidade de Ibêji pode se manifestar como conflitos, opiniões divididas, disputas familiares e até tensões sociais, especialmente em períodos de eleição ou decisões importantes. É um ano em que diferenças podem se acentuar. E a gente busca seguir os preceitos e fazer o que se recomenda pra obter somente Iré (lado positivo do Odu)." Murilo Falasco

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Sobre a influência de Òfún (3º Caminho): Ética, Pureza e Realizações Duradouras

Diferentemente do segundo caminho de Òfún (que regia o ano de 2025), e que exigiu revisões cármicas, enfrentamentos e amadurecimento forçado, o terceiro caminho de Òfún traz uma energia muito mais suave, realizadora e orientada à paz espiritual.

Oxalá (Oxalufon) é o grande regente de Òfún. Em seu terceiro caminho, ele atua como um pacificador silencioso, guiando pela reflexão, pelo discernimento e pela retidão. É uma energia que premia quem trilha caminhos justos e íntegros.

Esse Odù representa o recomeço consciente, após um ciclo difícil. Onde antes havia desordem (em 2025), agora surge clareza, estabilidade e reestruturação. Tudo o que for feito com transparência e propósito elevado tende a prosperar.

O terceiro caminho de Òfún também favorece acordos, curas espirituais e conquistas sólidas. Ele encoraja a comunidade do terreiro a fortalecer suas tradições com serenidade e firmeza.
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Os Orixás Regentes: Força Espiritual em Três Tons

Na combinação revelada, os Orixás de maior destaque são:
.    Ibêji: Orixás gêmeos que representam a alegria, a renovação, a criança interior e o equilíbrio entre opostos. Em 2026, a leveza de Ibêji será chave para desbloquear caminhos, dissipar brigas e iluminar decisões importantes.
.    Iemanjá (Yemonja): A grande mãe que acolhe, ensina e guia. Sua presença neste ano convida ao cuidado com o coletivo e à nutrição dos vínculos afetivos. Trabalhos voltados à cura emocional e ancestralidade terão grande potência.
.    Oxalá (Oxalufon): Representa a paz, sabedoria e estrutura. Ensina que a força está no silêncio e na ética. Ele inspira a liderança espiritual a agir com calma e consciência.
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Conclusão: Um Ano de Reconstrução com Leveza e Propósito

A transição do segundo caminho de Òfún (2025) para o seu terceiro (2026) marca uma virada importante. Sai o peso das lições dolorosas e entra a luz da reconstrução consciente. Ao lado de Èjìokò e da vibração fraterna que ele carrega, 2026 pede alegria com responsabilidade, sabedoria com doçura e espiritualidade com ética.

Que o Barracão fortaleça seus elos, celebre suas crianças e ancestrais, e siga firme sob a orientação de Oxalá, Iemanjá e Ibêji.

Axé!

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