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Cabocla Jupiara

Cabocla Jupiara
Médiuns e Entidades em sintonia

 Por Pai Alexandre Falasco

Hoje eu quis falar de uma entidade incrível e de uma médium competente. Uma simbiose entre dois mundos que só se tem notícia quando estamos diante de fatos.
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Eu vi, ninguém me contou. Eu convivi, não li em um livro, nem nos mais sagrados e misteriosos.

Certa feita, um nobre “conhecido” de um outro nobre e querido “conhecido”, precisava de ajuda sincera, pois era portador da mais cruel de todas as enfermidades, o mais fatal de todos os carmas, o câncer.

Ele não comungava de nossa crença, mas depois de todas as tentativas serem frustradas no embate que travava com tamanho revez da vida comum e sadia, viu-se obrigado a apelar para o que não conhecia.

Respeitoso com as diferenças, graças a sua religião de origem, que não vou citar aqui para não parecer uma afronta ou uma comparação infeliz que remeteria ao fato de alguma delas serem melhores ou mais poderosas que outras, ele resolveu procurar desesperadamente uma nova opção.

O que cabe aqui é que este homem, quase moribundo, magro, fraco, totalmente avassalado pelo mal implacável que lhe assolara a matéria, recorreu, com a benção do sacerdote de sua religião, a um tratamento espiritual umbandista que ele ouvira falar muito bem quanto a sua eficácia em casos extremos como o dele.

Tratava-se da pajelança, ritual muito praticado pelos tidos como aborígines, os antigos indígenas, que detinham conhecimento vasto sobre os poderes das ervas, das matas, das águas, das forças da natureza, tão desprezados e hoje quase um assunto completamente desconhecido pelo homem moderno, que se diz “avançado” mas não conseguiu ainda entender 10% do funcionamento do cérebro humano, não sabe ainda sequer explicar como estas mesmas doenças simplesmente desaparecem do dia para a noite diante de seus olhos científicos. (motivo, alias, pelo qual muitos médicos são adeptos das crenças espiritualistas e apesar de fiéis e competentes nas suas funções muitas vezes já vi recomendarem tratamento espiritual em casos assim).

Por falar em competência, por falar em um rito esquecido pelos homens encarnados como o é a pajelança, gostaria de mencionar agora que em nada adiantaria tamanha força e peripécia espiritual de nosso índios “espíritos” se não fosse o trabalho mediúnico competente de alguns médiuns que sabem intermediar entidades daquele tempo com tanta maestria ao ponto de realizar tais rituais com a mesma eficácia daqueles tempos.

Mãe Silmara Falasco, sacerdotisa do templo Pai José de Aruanda, é uma mulher simples, tem seu trabalho do dai-a-dia, seu ganha pão, como empresária, a frente de uma agência de internet e em nada depende de seu dom como médium para sobreviver e criar seus filhos.

Contudo, é uma estudiosa das coisas espirituais e trabalha com uma entidade maravilhosa, que se identifica como Cabocla Jupiara.

Esta entidade conhece como ninguém os preceitos e mirongas de uma pajelança indígena das mais eficazes e foi capaz de curar completamente este nosso amigo citado na matéria, hoje um homem saudável, pai de família feliz e que continua em sua religião de origem pois em momento algum lhe foi acondicionada cura ao seu convertimento a Umbanda.

Essas pajelanças de Dona Jupiara e sua médium Silmara acontecem com frequência no Centro de Umbanda O BARRACÃO DE PAI JOSÉ DE ARUANDA, casos de câncer como este não foram os únicos a serem resolvidos, não cansei de ver com alegria pessoas que estavam com cirurgias ou tratamentos dolorosos marcados e num último diagnóstico dos médicos serem surpreendidas com a notícia de que milagrosamente nada mais aparecia em seus exames.

Cabe dizer aqui que entidades como Dona Jupiara são delicadas perolas de nossa Umbanda e que a eficácia de seus métodos não seriam possíveis sem o intermédio de pessoas como a mãe de santo que a intermédia neste plano terrestre. Mãe Silmara Falasco dedica boa parte de seu tempo a este trabalho. Gratuito, sem cobrar nada, isso é bom lembrar.

Eu nunca vi filas e comboios de ônibus enfileirarem a porta de neu querido Barracão, como vi acontecer quando uma lágrima verte de uma imagem de barro em alguma igreja por aí, “santo milagre”, mas nem quero isso, o que quero é que respeitem o trabalho de médiuns e sobretudo de entidades, quando estes vem mostrar o que realmente significa a nossa missão umbandista.


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