| A Umbanda /
O Ritual ________________________________ pag1
A Caridade é o fundamento principal.
A
ritualística de Umbanda é bastante vasta, vem sendo passada de pai
para filho dentro da religião mas principalmente, vem sendo
moldada pela orientação de nossos mentores espirituais, mas o
principal objetivo é sem dúvida a caridade através dos
atendimentos realizados por estes mesmos mentores.
Através da incorporação mediúnica, entidades espirituais muito
mais evoluidas do que nós encarnados, vem prestar uma espécie de
socorro as pessoas que recorrem aos diversos centros de Umbanda
espalhados pelo País.
A forma que se realizam estes rituais difere um pouco de um templo
para outro, justamente pelo fato de que cada casa possui seus
fundamentos próprios, passados pelos seus mentores espirituais,
mas em síntese ocorrem os mesmos preceitos.
O Terreiro é dividido em duas partes, o congá onde ficam os
médiuns que irão trabalhar incorporados juntamente com os que irão
auxiliar como cambonos e a assistência, onde se acomodam as
pessoas que vem em busca deste atendimento.
A ritualística de abertura de uma Gira de Umbanda basicamente é
composta de danças para os Orixás, cantos de melodias chamadas por
nós de pontos cantados, defumações com ervas especiais e orações,
inclusive as orações cristãs, como o Pai Nosso e a Ave Maria.
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Ou seja,
dentro da ritualística umbandista também se vê com clareza a
mistura que compõem esta maravilhosa religião. Os atabaques e
outros instrumentos comuns nos cultos aos Orixás se somam a
práticas mais familiares aos cultos católicos, mas o culto aos
Orixás sempre predomina, em muitos casos o Padê para o Orixá
Exú, precede todas as giras, e isso é fundamento herdado do
Candomblé que tem efeito prático no resultado das seções. |
Este Padê
consiste em cantar pontos para Exú e em seguida levar uma oferenda
(ebó) até a canjira, que é o assentamento do Orixá na casa e fica
do lado de fora do terreiro. Na prática, este ritual é um pedido
para que Exú cuide da porteira e evite assim intromissões de
espíritos menos evoluídos no trabalho, o chamado "descarrego".
Após estas louvações, rezas e pedidos, se chama em terra a
entidade chefe do terreiro que irá incorporar no Zelador de Santo,
o dirigente do terreiro, para tanto são entoadas cantigas
especiais e próprias da entidade que virá trabalhar neste dia.
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O guia chefe,
depois de realizar os rituais de segurança da Gira, chama os
médiuns já desenvolvidos que irão formar uma roda no centro do
terreiro para receberem as entidades que irão prestar o
atendimento a assistência.
Este atendimento é feito individualmente, os Guias de Luz
passam orientações, receitas de banhos com ervas, dão o
tradicional "passe mediúnico" que é o momento onde as
entidades realizam as magias que resolvem os problemas daquela
pessoa assistida.
São realizados diversos rituais nesta hora, mas acima de tudo
estas entidades confortam as pessoas com seu modo carinhoso e
humilde. |

Babakekerê Jefferson,
incorporado do Sr Tenório
prestando o atendimento. |
Existem, é claro,
muitos fundamentos que envolvem a preparação de uma gira de
Umbanda mas não é objetivo deste site apresentá-las em seus
textos, que tem por finalidade apenas divulgar e difundir nossa
cultura, mas fica a mensagem que encontramos em um destes pontos
cantados que diz: A UMBANDA TEM FUNDAMENTO, É PRECISO PREPARAR.
Por Pai Alexandre |