Hoje é 23/05/17 ,Terça-Feira, dia de Ogum

Oxalá

O maior dos Orixás, a paz, o pai.

"Sincretisado com Jesus Cristo, é o maior dos Orixás cultuados na Umbanda. Sua imagem esta no centro do congá de quase todos os terreiros, é o Orixá da paz, do branco, do poder e da superioridade espiritual".

Dia da semana: Sexta-feira ou domingo
Saudação: Êpa Êpa Babá ! (Viva o Pai).
Sincretismo: Jesus Cristo, N.Sr. do Bonfim.
Cores: Umbanda: Branco
Candomblé: Oxaguian , branca e azul claro. Oxalufã, branca, marfim , pérola e chumbo.
Símbolos: Oxaguian , espada e "mão de pilão" em metal branco. Oxalufã, opaxorô, cajado de prata , chumbo ou metal branco.
Principais oferendas: Vela branca, rosa e flores brancas, suas comidas e frutas típicas.
Elemento: Ar. (céu e atmosfera).
Algumas ervas: Tapete de Oxalá (Boldo), Saião (Folha da fortuna), Folha da costa, Malva branca, Cana-do-brejo, Rosa branca.
Animais: Pomba branca.
Comida: Canjica branca cozida, acaçá, massa de inhame, arroz, milho branco, uva branca, pêra, maçã, obi branco.
Domínio: Céu, Ar, Rios e Montanhas.
Particularidade: Pai de todos os Orixás, ele quem permitiu a todos os Orixás escolherem seus domínios.
Alheio a disputas, brigas, violência, gosta de ordem, da limpeza e da pureza.
Características: Equilibrado, tolerante, calmo, grande respeitabilidade, força de vontade, confiabilidade.

Itã

Oxalufã , era o rei de Ilu-ayê , a terra dos ancestrais na África .Um dia resolveu viajar em visita a seu velho amigo Xangô, rei de Oyó. Antes de viajar, consultou um babalaô, o adivinho, que lhe informou para não fazer a viagem que seria cheia de incidentes desagradáveis e acabaria mal. E fez ainda algumas recomendações: "Se você não quiser perder a vida durante a viagem, deverá aceitar fazer tudo que lhe pedirem sem se queixar das conseqüências que advirão. Será necessário que você leve três panos brancos, sabão e limo da costa". Oxalufã partiu lentamente apoiado em seu grande cajado, chamado apaxorô. Ao cabo de algum tempo passado, foi vítima de alguns golpes e brincadeiras de Exu que se divertia as custas de Oxalá, onde até então manteve-se calmo, sem perder a paciência. Logo que entrou no reino de Xangô, encontrou um cavalo perdido, que logo reconheceu este, por ter dado anos atrás de presente a Xangô o animal. Oxalufã tentou amansá-lo, mostrando-lhe uma espiga de milho para amarrá-lo e devolvê-lo a Xangô. Nesse instante passaram alguns servidores do palácio e gritaram: "Olhem o ladrão de cavalo! Miserável! Como os tempos mudaram, roubar nesta idade!" Agarraram Oxalufã, cobriram-lhe de pancadas e arrastaram-no até a prisão. Oxalufã lembrando das recomendações do babalaô, permaneceu em silêncio. Ele não podia queixar-se. Então usou seus poderes, do fundo da prisão. Não choveu mais, as colheitas estavam comprometidas, o gado dizimado, as mulheres estéreis, as pessoas vítimas de doenças terríveis. Durante sete anos o reino de Xangô foi devastado. Xangô por sua vez consultou um babalaô, para saber a razão de toda aquela desgraça. O babalaô respondeu: "Kabiyei Xangô, tudo isso é conseqüência de uma terrível injustiça, onde um velho sofre preso a sete anos." Xangô fez vir diante dele o tal ancião. Você, Oxalufã! Êpa Êpa Babá ! Absurdo! Inacreditável, vergonhoso, imperdoável! Não posso acreditar! E ainda por cima, preso por meus próprios servidores! Chamem todos meus generais, meus cavaleiros, meus eunucos, meus músicos! Chamem meus mensageiros e chefes de cavalaria! Meus caçadores, minhas mulheres e Yabás ! Povo de Oyó ! Todos e todas se vistam de branco em respeito ao rei que veste branco! Todos guardem silêncio em sinal de arrependimento! Vão todos buscar água no rio! É preciso lavar Oxalufã! Êpa Êpa Babá ! É preciso que ele nos perdoe dessa ofensa feita! Este episódio da vida de Oxalufã, é comemorado, a cada ano em todos terreiros de Candomblé da Bahia, no dia da "Águas de Oxalá", quando todos vestem branco e vão buscar água em silêncio para lavar os objetos sagrados de Oxalá. Também com a mesma intenção, todos os anos, numa quinta-feira, uma multidão lava o chão da basílica dedicada ao Senhor do Bonfim. Êpa Êpa Babá !

Textos extraídos do livro:
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER" Autor: Pai Alexandre Falasco Todos os direitos reservados - all rights reserved