Hoje é 28/06/17 ,Quarta-Feira, dia de Xangô

Obaluaê

Aquele que detém o poder sobre os mortos e doenças.

"Obaluaê, Sapatá, Saponã, Omulu, nomes para o senhor da morte e das doenças, sobretudo as contagiosas. Temido por isso, mas quem conhece o assunto sabe que apesar de não trazer saúde, tem poderes para levar as doenças embora, divide com Iansã o poder sobre os mortos".

Saudação: Atotô Ajuberú!
Sincretismo: São Lázaro.
Cores: Preto, vermelho e branco.
Símbolos: Leguidibá, Xaxará e Brajá de búzios.
Principais oferendas: Pipoca e suas comidas.
Elemento: Terra.
Algumas ervas: Folha de Omulu (canela de cachorro) pariparoba, mamona, cambará, etc.
Animais: Cão.
Comidas: Doburu (pipoca enfeitada com fatias de coco), Ewa Dudu (feijão preto com dendê) Eram Kekerê (carnes em fatias), Dodokindó (banana da terra frita), cuscuz e milho.
Domínio: Os mortos e doenças.
Banhos: com Osé Dudu (sabão da costa) e ervas guinadas (colônia, saião, manjericão).

Itã

Em certa ocasião festiva entre os Orixás, Obaluayê participou utilizando uma roupa feita de palha da costa, o Aso Iko, para esconder suas feridas e deformações causadas pelas doenças.
No entanto, enquanto todos os outros Orixás dançavam, Obaluayê, apesar de jovem e muito habilidoso, preferia ficar parado para não correr o risco de exibir seu corpo debilitado.
Repentinamente, Oiá pega Obaluayê para dançar com ela, e Oiá faz soprar uma ventania que levanta as palhas da costa da roupa de Obaluayê, suas chagas ao mesmo tempo voam do seu corpo se transformando em pipocas e para espanto dos demais, se exibe um belo rapaz debaixo daquela roupa. A gratidão de Obaluayê o faz dividir com Oiá seu domínio e poder sobre os mortos.

Textos extraídos do livro:
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER" Autor: Pai Alexandre Falasco Todos os direitos reservados - all rights reserved