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Orixás / Xangô _____________________________________
XANGÔ
Dia da semana: Quarta-feira
Saudação: Caô Cabiecilê!
Sincretismo: São Jerônimo - comemorado no dia 30 de setembro e também São João Batista (24.6) e São Pedro (29.6).
Cores: Na Umbanda, marrom, no Candomblé, vermelho e branco.
Símbolos: O oxé, machado de lâmina dupla feita em pedra e a pedra de raio.
Onde recebe oferendas: Nas montanhas e pedreiras.
Principais oferendas: Velas, charutos, cravos brancos e vermelhos, suas comidas e bebidas.
Bebida: Cerveja preta.
Elemento: Fogo.
Algumas ervas: Folha de fumo, taboa, jatobá.
Animais: Tartaruga
Comida: Amalá, caruru (quiabo), bacalhau com quiabo, fruta do conde.
Domínio: A montanha, raio, trovão e pedreiras.
Particularidade: Trabalha principalmente com a justiça.
Características: Justiceiro, líder, calmo, egocêntrico, vaidoso, mandão.
Quizila: Morte e mortos (eguns).
ALGUNS ITÃS
Oxum colocou uma condição para aceitar se casar com Xangô, disse que só seria sua esposa se Xangô carregasse seu Pai, Oxalá, que estava bem velho, pelo resto de sua vida e Xangô, apaixonado que estava pela doce Oxum, aceitou o trato.
Passado o casamento e as núpcias, Xangô teria que saldar sua dívida com Oxum, então Xangô desfez seu colar de contas vermelhas, que é sua cor, e refez o colar incluindo contas brancas, se dirigiu a Oxum e disse:
- Minha promessa está cumprida, veja, as contas vermelhas são minhas, as brancas são de Oxalá, portanto, de agora em diante eu sempre vou estar carregando seu pai no meu pescoço.
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Xangô a muito estava viajando com seu amigo Oxalufã. Como Oxalufã é muito velho, Xangô estava carregando o Orixá, ao passar pelas redondezas de Oyó resolveu subir em uma pedreira para mostrar ao velho amigo seu reino, e lá foi Xangô, até o topo da montanha com Oxalufã nas costas. Ao chegar no topo, enquanto apreciava seu reino, avistou sua esposa Oiá, fazendo seu amalá. Estão aí duas coisas que Xangô não resiste, a mulher e o amalá, e se pôs a correr montanha abaixo esquecendo completamente que carregava Oxalufã. Este por sua vez caiu, se esborrachando na pedreira e Xangô nem percebeu, só foi se dar conta do erro que cometera depois de saciada suas necessidades.
Textos extraídos
do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved
E demais dados conforme
bibliografia abaixo:
Bibliografia da obra:
AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade
Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola.
Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida,
O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia
Editora Nacional. 1978
CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African
gods in the candomblé of Bahia. 2ªedição. Salvador: Bigraf,
1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore
Brasileiro. Rio de Janeiro: INL-MEC, 1962
DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de
Janeiro: Nova Era, 2000
LOMBARDI, Carlos. Os Orixás: Yemanjá. Editora Três: São
Paulo, s.d 3ª Edição
MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro:
Pallas, 2002
PEREIRA, Manuel Nunes. A casa das minas – O culto dos
Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo:
Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e
no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 /
Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985 |
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