Jundiaí,    
 
 
 
Os Orixás / Oxossi _____________________________________

OXOSSI

Dia da semana: Quinta-feira.
Saudação: Okêaro!
Sincretismo: São Sebastião - Umbanda São Paulo e Rio de Janeiro - Candomblé São Jorge - comemorado no dia 20 de Janeiro.
Cores: Verde na Umbanda e no Candomblé.
Símbolos: O arco e a flecha de ferro fundido.
Onde recebe oferendas: Nas matas.
Principais oferendas: Velas, charutos, frutas, suas comidas e bebidas.
Bebida: Cerveja branca e suco de frutas.
Elemento: Terra.
Algumas ervas: Folha de guiné, peregum, alecrim do cruzamento, manjericão, samambaia, etc.
Animais: Cervo, lebre e outros animais da selva.
Comida: Fruta, inhame, mandioca.
Domínio: As matas.
Particularidade: Trabalha com cura e pajelança.
Características: Ágil, esperto, inteligente, calmo, responsável, sossegado, fiel e muito curioso. 

ALGUNS ITÃS

O reino estava em festa. Na festa da colheita do primeiro inhame. Quando um pássaro mágico gigante pousou sobre o vilarejo, esse pássaro fora mandado pelas Iá Mi Oxorongá que não foram convidadas para o festejo. O rei convocou os melhores caçadores do reino e aquele que fracassasse seria punido com a morte. Oxotaborá, o caçador das cinquenta flechas, Oxotogi, o caçador das quarenta flechas, Oxotogum o caçador das vinte flechas e Oxotocanxoxô, o caçador de uma única flecha. Oxotaborá, Oxotogi e Oxotogum dispararam todas as suas flechas sem sucesso. Todos já temiam quando chegou a vez de Oxotocanxoxô. Sua mãe também com muito medo, foi consultar um babalaô e este falou: -Seu filho está a um passo da riqueza ou da morte. E a aconselhou em fazer um ebô que agradasse as feiticeiras. Foi sacrificada uma galinha, quando ela estava abrindo o peito da galinha o pássaro mágico relaxou o seu peito para receber a oferenda, neste momento seu filho Oxotocanxoxô, disparou sua única flecha que foi certeira no peito do pássaro mágico. Em comemoração o rei libertou todos os caçadores que falharam e o povo cantava chamando-o de Oxóssi que na língua local quer dizer "O Caçador Oxô é Popular".
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Olodumaré incumbiu Orunmilá a trazer-lhe uma codorna. Como para Orunmilá isso era uma tarefa difícil ele então passou esta tarefa a Oxóssi. 
Oxóssi ficou agradecido por tal missão e prometeu que na manhã seguinte ele traria a codorna.
Na manhã, quando Orunmilá foi buscar a codorna, o caçador abre a porta da casa enfurecido, pois a codorna havia sumido. Perguntou a sua mãe e esta fez pouco caso. Orunmilá exigiu que Oxóssi fosse buscar outra codorna.
Oxóssi caçou outra codorna e a guardou no embornal. Procurou Orunmilá e eles se dirigiram até Olodumaré. Este agradecido fez de Oxóssi o Rei dos Caçadores. Oxóssi contente com o título pega seu arco e atira uma flecha ao acaso, dizendo que esta flecha iria acertar o coração de quem tivesse roubado a primeira codorna. 
Chegando em casa, Oxóssi encontra sua mãe morta com uma flecha no coração, arrependido do que fizera Oxóssi nega o título recebido de Olodumaré.

Textos extraídos do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved

E demais dados conforme bibliografia abaixo:
 
Bibliografia da obra:

AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola. Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida, O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia Editora Nacional. 1978
CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African gods in the candomblé of Bahia. 2ªedição. Salvador: Bigraf, 1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: INL-MEC, 1962
DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de Janeiro: Nova Era, 2000
LOMBARDI, Carlos. Os Orixás: Yemanjá. Editora Três: São Paulo, s.d 3ª Edição
MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro: Pallas, 2002
PEREIRA, Manuel Nunes. A casa das minas – O culto dos Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 / Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985


 

 

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