Jundiaí,    
 
 
 
Os Orixás / Ossain _____________________________________

OSSAIN

Dia da semana: Quinta-feira.
Saudação: Ewé O! Ewé O! (Oh! As folhas! Oh! As folhas!) ou Ewé Ewé Assa! (As folhas dão certo!).
Sincretismo: São Benedito - comemorado no dia 05 de outubro.
Cores: Tanto na Umbanda como no Candomblé suas cores são o verde claro e o branco. 
Símbolos: O Igbá Òssanyin.
Onde recebe oferendas: Nas matas virgens.
Principais oferendas: Fumo, cachaça (Oti) e mel.
Bebida: Cachaça (Oti).
Elemento: Terra/Matas.
Algumas ervas: Todas. 
Animais: Pássaros.
Comida: Farofa de dendê com folhas verdes, milho vermelho, feijão fradinho torrado, bodes, galinhas e galos em cores variadas.
Domínio: Mata virgem.
Particularidade: Trabalha com as ervas, tem domínio sobre elas, conferindo-lhes força curativa.
Características: Feiticeiro, médico.
Quizíla: Ventania.

ALGUNS ITÃS:

Ossain detinha o segredo de todas as folhas, o que causava ciúmes nos demais Orixás. Então Xangô pede para Iansã lançar o vento sobre a mata para espalhar e trazer as folhas e assim foi feito. Quando Ossain se deu conta bradou Ewé O! Ewé O! e as folhas voltaram para ele, porém algumas delas já estavam em poder dos outros Orixás. Então Ossain permitiu que aquelas permanecessem com os Orixás, mas manteve o segredo sobre elas, assim, para que fossem utilizadas, todos ainda teriam de se voltar para ele e foi dessa maneira que Ossain conservou seu poder.
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Ossain conhecia o segredo das folhas e com elas podia realizar miraculosas curas. Sempre sabia qual folha, qual encantamento usar e carregava tudo consigo dentro de suas cabacinhas, sua fama sempre o precedia e assim percorria mundo afora realizando suas curas. Contam que certa vez ao entrar em um reino, conseguiu curar seu Rei que lhe prometera muitas riquezas, Ossain, porém recusou dizendo que somente poderia aceitar o que normalmente era pago aos médicos e aos feiticeiros. Depois de muita peregrinação voltou para casa onde encontrou sua mãe doente, mais uma vez com o poder das folhas conseguiu curar a mãe, contudo cobrou pelo feito realizado, para espanto de seus irmãos. Ossain era muito justo e sabia que o dinheiro fazia parte da magia - que era maior que ele - e assim continuou sua peregrinação pelo mundo.

Textos extraídos do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved

E demais dados conforme bibliografia abaixo:
 
Bibliografia da obra:

AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola. Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida, O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia Editora Nacional. 1978
CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African gods in the candomblé of Bahia. 2ªedição. Salvador: Bigraf, 1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: INL-MEC, 1962
DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de Janeiro: Nova Era, 2000
LOMBARDI, Carlos. Os Orixás: Yemanjá. Editora Três: São Paulo, s.d 3ª Edição
MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro: Pallas, 2002
PEREIRA, Manuel Nunes. A casa das minas – O culto dos Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 / Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985


 

 

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