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Orixás / Ogum _____________________________________
OGUM
Dia da semana: Terça-feira.
Saudação: Ogum ê.
Sincretismo: Em São Paulo é São Jorge - 23/04 e na Bahia é Santo Antônio - 13/06.
Cores: Vermelho (umbanda) azul marinho (candomblé)
Símbolos: Espada, lança.
Onde recebe oferendas: Nas estradas e estradas de ferro
Principais oferendas: Charuto, rosas vermelhas, suas bebidas e comidas.
Bebida: Cerveja Branca.
Elemento: Fogo.
Algumas Ervas: Espada de São Jorge, Abre caminho, Arruda, Folha de Seringueira.
Animal: Cachorro.
Comida: Feijoada com feijão fradinho, cará, inhame, carnes vermelhas.
Domínio: Caminho, estradas, tudo que é feito com ferro.
O que faz: Abre caminhos, executa a lei.
Características: Impulsivo, guerreiro, líder, intolerante.
UM ITÃ
Em Ifé, todos viviam em igualdade. Todos plantavam e caçavam. Porém suas ferramentas e armas eram frágeis, feitos com madeira ou metal mole.
Com o aumento da população em Ifé, começou a faltar comida, e então todos os Orixás se reuniram para decidir como desmatar o campo para aumentar a plantação.
Ossain foi o primeiro Orixá a tentar desmatar o campo, porém, suas frágeis ferramentas impediram seu sucesso. E assim foi com todos os Orixás.
Ogum, que conhecia o segredo do ferro, até então não havia se manifestado, e quando percebeu o fracasso dos Orixás, pegou seu facão e desmatou todo o campo.
Isso por muito tempo trouxe muita inveja aos outros Orixás pelo benefício que o ferro trazia não só a plantação, mas como também para a caça e a guerra.
Os Orixás ofereceram o reinado de Ifé para Ogum em troca do segredo do ferro. Ogum aceitou a proposta.
Os humanos também procuraram Ogum, e esse lhes ensinou o segredo da forja. Até que chegou o dia em que todos tinham sua lança de ferro.
Apesar de Rei, Ogum era um caçador.Certa ocasião saiu para caçar e passou muito tempo fora, e quando voltou estava todo sujo e maltrapilho, e então os Orixás o destituíram do reinado. Ogum se decepcionou com os Orixás.
Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeiras desfiadas pegou suas armas e partiu.
Bem distante dali, em Irê, Ogum construiu sua casa, embaixo de uma árvore de acocô, e lá ficou.
Os humanos que nunca esqueceram que foi Ogum quem lhes ensinou o segredo do ferro, ainda hoje celebram e louvam esse grandioso Orixá guerreiro.
Textos extraídos
do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved
E demais dados conforme
bibliografia abaixo:
Bibliografia da obra:
AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade
Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola.
Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida,
O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia
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CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African
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1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore
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DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de
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MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro:
Pallas, 2002
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Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo:
Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e
no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 /
Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985 |
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