| Os
Orixás / Nanã _____________________________________
NANÃ
Dia da semana: Terça-feira.
Saudação: Saluba Nanã.
Cores: Roxo.
Sincretismo: Santa Ana comemorada em 26 de julho.
Símbolos: Vassoura e o Ibirí.
Onde recebe oferendas: Onde exista argila, barro.
Principais oferendas: Velas na cor lilás, pirão, paçoca de amendoim e sarapatel.
Bebida: Vinho.
Elemento: Argila, barro, terra.
Animais: Rã.
Comida: Pirão, jaca, sarapatel.
Domínio: Lugares com barro, pântanos.
Particularidade: É a responsável pela reencarnação, cuida do corpo dos mortos e recria a vida.
Características: Interessante, madura, séria, super protetora, ranzinza e vingativa.
Quizíla: Objetos feitos de metal.
ALGUNS ITÃS
Olorum encarregou Oxalá de criar o homem e Oxalá começou suas tentativas se utilizando de diversos materiais diferentes, não obtendo resultado. Tentou com água, com ar, com fogo, com vinho de palma e nada, o homem se desmanchava, tentou com pedra, madeira e nada, ficava muito duro. Foi quando Nanã Buruquê apareceu para Oxalá e lhe trouxe a solução, trouxe a lama de seus domínios, com a qual o homem foi criado e finalmente funcionou.
____________________________________________
No Candomblé, os sacrifícios a Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal e o itã que explica esta quizila conta que todos os Orixás estavam reunidos para decidir qual era o mais importante entre eles, e quando todos estavam consentindo a favor de Ogum, pois ele teria inventado os instrumentos de metal como a faca, por exemplo, de grande valia para a humanidade, Nanã discordou, apanhou uma galinha e torceu seu pescoço com as próprias mãos, mostrando assim que não dependia da faca de Ogum.
Textos extraídos
do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved
E demais dados conforme
bibliografia abaixo:
Bibliografia da obra:
AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade
Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola.
Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida,
O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia
Editora Nacional. 1978
CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African
gods in the candomblé of Bahia. 2ªedição. Salvador: Bigraf,
1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore
Brasileiro. Rio de Janeiro: INL-MEC, 1962
DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de
Janeiro: Nova Era, 2000
LOMBARDI, Carlos. Os Orixás: Yemanjá. Editora Três: São
Paulo, s.d 3ª Edição
MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro:
Pallas, 2002
PEREIRA, Manuel Nunes. A casa das minas – O culto dos
Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo:
Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e
no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 /
Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985 |
|
|