Jundiaí,    
 
 
 
Os Orixás / Logunedé _____________________________________

LOGUNEDÉ

Dia da semana: Quinta-feira e sábado.
Saudação: Olorikim Logun.
Cores: Amarelo e verde.
Símbolos: Cavalo marinho e a margem dos rios.
Onde recebe oferendas: Em rios.
Algumas ervas: Oriri, carqueja.
Principais oferendas: Axoxó.
Elemento: Água e terra.
Animal: Peixe.
Comida: Axoxô (milho de galinha cozido com côco). 
Domínio: Cachoeiras, matas, florestas, rios. 
Particularidade: Rege a adolescência.

ALGUNS ITÃS

Logunedé em certa feita resolve brincar nas águas revoltas regidas por Obá, outra mulher de Xangô como sua mãe Oxum, Obá aproveita a oportunidade para se vingar de Oxum e tenta matar Logunedé. Mas Oxum viu em sua peneira de búzios o que estava acontecendo e pediu a intervenção de Orunmilá, este por sua vez atende o pedido de Oxum, fazendo ebó para Obá e permitindo assim que os pescadores salvassem Logunedé. Por isso Logunedé ficou encarregado de proteger os pescadores e as navegações por rios de água doce.
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Houve um tempo em que as águas e a terra estavam no mesmo nível, não existia limites bem definidos e Logunedé, apesar de conhecer bem estes dois domínios, sempre encontrava dificuldade para se manter em um ou em outro sem se confundir. Um dia, depois de passar seis meses na água, tinha que voltar para a terra e se confundira novamente, foi então que voltou ao fundo do rio e começou a cavar incansavelmente. Com esta escavação, Logunedé criou as margens dos rios e córregos que passaram a ser o seu domínio e, portanto são seus lugares preferidos desde então para receber oferendas. 

Textos extraídos do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"
Todos os direitos reservados - all rights reserved

E demais dados conforme bibliografia abaixo:
 
Bibliografia da obra:

AUGRAS, Monique. O Duplo e a Metamorfose - A Identidade Mística em Comunidade Nagô. Petrópolis: Vozes.1983
BARCELLOS, Mario César. Jamberesu. As Cantigas de Angola. Rio de Janeiro: Pallas, 1998 / Orixás e o segredo da vida, O. Rio de Janeiro: Pallas, 4ª edição.
BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia Editora Nacional. 1978
CARYBE. Os Deuses africanos no candomblé da Bahia. African gods in the candomblé of Bahia. 2ªedição. Salvador: Bigraf, 1993
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: INL-MEC, 1962
DANDARA. LIGIERO, Zeca. Iniciação à Umbanda. Rio de Janeiro: Nova Era, 2000
LOMBARDI, Carlos. Os Orixás: Yemanjá. Editora Três: São Paulo, s.d 3ª Edição
MARTINS, Cléo. Obá: a amazona belicosa. Rio de Janeiro: Pallas, 2002
PEREIRA, Manuel Nunes. A casa das minas – O culto dos Voduns Jeje no Maranhão. Petrópolis: Vozes, 1979
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001
TAVARES, Ildásio. Xangô. Rio de Janeiro: Pallas. 2001
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 5ª edição. Salvador: Corrupio, 1997 / Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio. 1985


 

 

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