Hoje é 11/12/17 ,Segunda-Feira, dia de Exú

Visita Iluste   

Política e religião não se discute. Será? 

Política e religião não se discute. Será? 

Se a afirmação acima for verdadeira, esqueceram de avisar nossos irmãos evangélicos, que se consideram nossos adversários religiosos e sempre se organizaram para ter representantes em todas as camadas do poder público, ao ponto de hoje estarem “blindados” e devidamente credenciados a continuarem suas perseguições contra todas as formas de credo que considerem contrárias aos seus.


Se continuarmos deixando que só eles discutam religião e política, o final do filme já vimos na TV, em reportagens sobre as “guerras santas” do oriente médio, países cujo poder está nas mãos de representantes políticos/religiosos unilaterais e parciais.


Voltando a realidade tupiniquim, aqui esta só no começo e é tempo de equilibrarmos o jogo, de realmente começarmos a discutir política sim, de começarmos a pleitear representantes que ao menos respeitem nossa fé.


É época de eleição para vereador e prefeito, com isso é comum que agora apareçam centenas de candidatos se dizendo simpatizantes da nossa causa, da nossa Umbanda.


Frente a isso, resolvi “misturar as coisas” como muitos acomodados dizem, ou seja, resolvi apresentar para a minha comunidade, pessoas que sei (baseado na experiência que tenho de terreiros) tratar-se de verdadeiros umbandistas ou ao menos de pessoas que sempre respeitaram nossa fé.


Exemplo disso foi a visita no Barracão do ex-prefeito Miguel Haddad, candidato a prefeitura da cidade, que em suas duas gestões sempre se mostrou imparcial e aberto aos problemas de nossa comunidade religiosa. Foi com Miguel prefeito que pudemos criar o jardim de ervas rituais no jardim botânico municipal (veja matéria sobre este trabalho do Barracão com a prefeitura).


Também abrimos nossas portas para os candidatos a vereador Willard Zambotto, que é sacerdote umbandista e Dr. Paulo Sergio, delegado de polícia na cidade, que também sei, tem longa história de fé e colaboração com nossa religião.


Não queremos privilégio, queremos igualdade de direitos, apenas isso. Contudo, “apenas isso”, já é preciso conquistar politicamente.